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Você acredita em amor ideal?

Todos nós interpretamos o amor ideal como se alguém no mundo tivesse nascido exclusivamente para nós e que, somente quando encontramos o tal amor verdadeiro, poderemos ser felizes para sempre, exatamente como nos contos de fadas.

Na ideologia do amor, impera a lei de que é impossível ser feliz sozinho e que sem uma parceria afetiva a vida estaria fadada ao fracasso.

Nessa perspectiva, o risco de se entrar em relacionamentos abusivos é enorme. As evidências da vida nos mostram que a nossa felicidade nunca poderá estar nãos mãos de ninguém. O amor ideal, portanto, é uma invenção e uma convenção social que pode ser questionada e reinventada de acordo com a individualidade de cada um.

Numa pesquisa histórica, podemos observar que a forma e o amor que temos hoje é bastante distinto de tudo o que já existiu. Observando algumas tribos indígenas, por exemplo, podemos notar que os laços afetivos que os unem variam de modo estonteante dependendo da tribo e da época. Ao longo da história, também temos diversas variações sobre o que pode significar o amor e os laços afetivos.

Amar não é e nem precisa ser igual para todos. Vemos direto pelas mídias que ter um relacionamento afetivo não é exemplo de felicidade. Ninguém garante isso e o que mais recebo em meu consultório são pessoas vítimas de abusadores que, apesar de todo o mal-estar sofrido, ainda acreditaram que poderiam magicamente transformá-los em relacionamentos ideais.

Toda sorte de dor e desespero é lançada quando se tenta tapar o vazio interno com a promessa da felicidade no amor idealizado, mas ninguém tem o poder de preencher o outro em sua identidade e destino.

A lição mais contundente de todo este cenário é que as nossas questões emocionais e existenciais não se resolvem com o uso de muletas externas. A vacina e o antídoto mais eficientes são o conhecimento sobre o tema, autoconhecimento e, quando necessário, uma boa terapia.

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Silvia Malamud

Você está preparado para viver diferente do que lhe foi ensinado?

Toda noção de realidade está diretamente relacionada aos eventos que passamos ao longo da vida, ao tipo de personalidade que temos e também ao aspecto da nossa consciência que independe do tempo e do espaço para existir. Mesmo que estejamos com a atenção focada nesta realidade, este aspecto multidimensional da consciência continua existindo, atuando e influenciando a nossa vida prática.

A estrutura de personalidade que temos funciona como um filtro para a manifestação da consciência amplificada, um artifício necessário para a adaptação neste plano. Sem autoconsciência, portanto, vive-se colado no papel constituído pelos sentimentos, atitudes e comportamentos que a sociedade e a época vivenciada impõem como verdade.

Porém, quando se acessa a Consciência Livre e Multidimensional, a pessoa pode conquistar uma existência única com uma indescritível sensação de segurança e liberdade. Com a mente aberta, a criatividade fica em alta e novos conhecimentos, ideias, representações, sentimentos e tendências se desenvolvem.

Saber sobre essa possibilidade transcende o senso comum e permite se abrir para outros tipos de pensamentos, sensações, imagens e "insights" que de repente nos sobressaltam. A consciência pode ser bombardeada por uma enorme rede energética de novas informações e alterar toda a sua percepção nos mais diversos níveis.

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Silvia Malamud

A história do coronavírus contada anos depois

Aquele foi um tempo de rever prioridades e trazer à consciência o que realmente importava. O chamado foi para que todos despertassem e percebessem que estavam em um mesmo planeta de nome Terra.

Havia tempos que a humanidade estava passando por um individualismo crescente e desenfreado. Essa doença chegou ao planeta carregada por este simbolismo e trouxe importantes temas a serem trabalhados: impôs o isolamento para que pudesse ressurgir a oportunidade do auto encontro e a percepção de que sempre fomos igualmente conectados, sem diferenciação de sexo, raça, idade, crenças ou dogmas.

Não havia escapatória ou como fugir. Embora a humanidade estivesse fisicamente isolada, foi a vez em que os sentimentos de vazio e de solidão tão camuflados por todos e tão comuns naquela atualidade emergiram até se transmutarem em uma nova energia. Isso ocorreu na medida em que todos foram ganhando consciência de que nunca houve separação alguma e que as percepções anteriores não passavam de meras ilusões construídas ao longo dos tempos.

A humanidade tomou consciência de que estamos fadados a deixar tudo o que acreditamos ao longo de uma vida sem aviso prévio. Quase havíamos nos esquecidos do quanto sempre fomos e somos iguais e que todo tipo de separação ou distinção é apenas uma ilusão. Não somos donos do universo, mas parte do universo. Somos todos um só povo e, apesar da necessidade que tivemos de momentaneamente ficarmos separados, mais do que nunca, estivemos juntos.

Definitivamente, a partir do final daquele ciclo, absolutamente nada foi como antes.

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Silvia Malamud

Medo de morrer

É difícil demais entrar em contato com a brevidade da vida, saber que tudo aqui é passageiro e não ter nenhuma referência concreta da existência de um universo e além palpáveis.

Apenas aqueles que passam pela EQM, ou seja, experiência de quase morte, é que voltam totalmente transformados e redimensionados no quesito existencial. Aqueles que passam por experiências fora do corpo também proferem a não morte como concebemos. Mesmo assim, esse tipo de experiência é sempre muito individual e, por mais que se queira compartilhar, é mais do que normal que haja dúvidas e descrenças a respeito.

Desde os primórdios, há quem diga que tudo o que se vive não passa de um sonho. Há quem diga também que coexistimos em múltiplas realidades e que passado, presente e futuro estão na mesma linha temporal. Outros dizem que nas religiões é que estão contidas as grandes verdades e há quem denuncie que mesmo isso é loucura, ficção, mitologia.

Experiências concretas, porém, são diametralmente diferentes do acreditar em algo, muito diferente de fé ou de qualquer sentido racional que qualquer boa explicação tente direcionar.

Nossa grande questão, poré, perpetua: e a morte? O que será de todos nós? Por que será que tudo aqui é sentido de modo tão intenso como se a vida nunca fosse ter um fim? Que informação é essa que aparece e que a maioria de nós tem como verdade subliminar? E por que será que muitos sofrem de pânico ao entrarem em contato com questões sobre a finitude da vida e por consequência de si mesmo?

Este artigo é questionador, porém tem o intuito de revelar nossa situação existencial.

Vários autores escrevem e descrevem sobre o processo da morte e do morrer. Há bastante pesquisa com pacientes terminais e sobre como vão ficando seus estados de consciência até o momento da morte propriamente dita.

O penúltimo livro que li foi o do Dr. David Servan-Schreiber, chamado “Podemos dizer adeus mais de uma vez”, mas mesmo ele não foi suficiente para elucidar e acalmar o tema dos que ainda estão aqui. Recentemente o também excelente livro “Proof of Heaven”, escrito por Eben Alexander, neurologista dos EUA, revelou sobre a sua experiência de quase morte incluindo toda a sua aventura extracorpórea que durou uma semana enquanto que seu organismo lutava contra uma bactéria aparentemente fatal que estava danificando o seu cérebro e provocando uma espécie de meningite.

São todos relatos pessoais, interessantíssimos, mas na visão de muitos, especulativos. As religiões por sua vez, nos contam suas verdades por histórias que ocorreram há longo tempo atrás, num tempo em que nenhum de nós era vivo.

Todos nós estamos no mesmo barco, tentando existir da melhor maneira possível para poder, no final, sair daqui com o status de que “valeu a pena”.

Esse é o recado. O seu presente é onde você está agora. Toda a sua memória e todas as suas projeções para o futuro podem e devem estar presentes também, mas apenas isso. Jamais permita encontrar-se em situações onde o passado e o futuro lhe roubem de si mesmo e de estar presente, existindo aqui e agora. Veja: agora mesmo eu aqui escrevendo e você agora mesmo está lendo isso. Existe o tempo como nos foi ensinado? O sagrado é o meu presente e o seu aqui neste artigo, agora! E isso é tudo! Divertido, interessante e - o melhor - cheio de vida!

Atente que todo momento que você tiver medo da morte você efetivamente não estará vivendo. Quando for acometido por este sentimento, pensamento e percepção, apenas mude o foco, vá beber uma água, sinta a sua respiração, esteja conectado em si e divirta-se pelo simples fato de existir.

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Silvia Malamud

Pessoas explosivas

Todos nós poderíamos escrever livros e mais livros sobre histórias de mal entendidos, sobre “engolir sapos”, sobre pessoas que falam e agem por impulso e sem pensar deixam profundas marcas tanto nos outros como em si próprias.

O fato é que, invariavelmente, sempre que alguém fala de modo impositivo à outra pessoa, um pacote repleto de imagens, emoções e de certezas cegas é direcionado com a finalidade de atingir um caminho certeiro de ataque. O problema maior é que na hora da emissão e muitas vezes até depois da mesma, há total falta de consciência sobre o impacto causado. As palavras mal ditas são arremessadas sem a menor prudência ou cuidado para com o semelhante. A energia exalada nessas ocasiões é altamente letárgica. A fachada da impaciência, do ódio, da superioridade e do autoritarismo costuma ser o carro-chefe deste comportamento ditatorial.

Depois do suposto “estouro”, o mais frequente de acontecer é o arrependimento, a autopunição e a culpa, somando-se ainda aos sentimentos de inadequação. A partir de então a autoestima do acusador, esquentado demais, vai a menos infinito.

Vítimas e acusadores da mesma questão emocional costumam ser reflexos espelhados um do outro. O que acusa explodindo, no fundo tem sentimento e crença de impotência para resolver algo que o perturba. Aquele que é atacado, por sua vez, se sente impotente para se expressar, pois seja o que fosse falar mediante a tamanha explosão ou viraria fumaça ou acirraria mais ainda os ânimos do acusador.

O ideal seria que tanto o acusador quanto a vítima pudessem rever seus mais profundos conceitos sobre resolução de conflitos, revisitando situações em que não foram ouvidos (desamparo) ou onde talvez tivessem sido ouvidos acima de tudo e de todos (mimados). Só a partir de busca interior sincera e da ressignificação desses conteúdos internos mal resolvidos é que se consegue perceber que, na atualidade, as pessoas verdadeiramente podem ser diferentes das pessoas do convívio de lá de trás. Sempre sugiro um trabalho terapêutico de abordagem direta do consciente no próprio inconsciente para que reprocessar e reprogramar, inclusive neurologicamente, padrões defensivos de respostas danosas tanto para os outros como para si mesmo.

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Silvia Malamud

Reações emocionais desmedidas e reprocessamento de subpersonalidades

O que você aprendeu como perigo desde o momento em que foi concebido fica registrado como ameaça em sua máquina cerebral. Reações emocionais desmedidas são associações que o seu cérebro faz quando detecta algo da realidade que pode afetar seu sistema.

Todas as reações emocionais intensas, sejam elas de extroversas ou introversas, advém das nossas subpersonalidades, alter-egos ou o que seja que tem um entendimento sobre perigo eminente muito diferente desse nosso eu de agora e da realidade adulta, que é o eu condutor-executivo. Por mais incrível que isso possa parecer, todos nós temos inúmeros desses aspectos em plena vigência dentro do nosso psiquismo. Para acioná-los, basta ativar algum botão de associação direta com algum perigo já vivenciado, que o nosso mecanismo de defesa e de sobrevivência virá de modo cego para nos defender.

Somos assim: um “eu” que visa e prima ser ciente de si mesmo ao mesmo tempo que carrega vários e diferentes aspectos, percepções e ilusões sobre a realidade distorcidos. O processo de acesso e de dessensibilizar o funcionamento destes diferentes “eus” é um trabalho quase que mecânico feito em terapia cerebral. Digo quase que mecânico porque envolve, inclusive, reprocessamento de emoções reais, porém descabidas no momento. Não cuidar dessas reações emocionais excessivas, além de ativar o sistema físico levando ao estresse e a possíveis doenças recorrentes, pode danificar ainda mais a confusão do olhar trazendo muito sofrimento desnecessário.

Quando o discernimento e o reprocessamento dessas subpersonalidades ocorrem, há consciência maior de que atitudes e crenças são os verdadeiros donos absolutos dos cenários de vida, não havendo mais espaço para vitimizações. Com isso, mudanças de padrões e responsabilização por tudo o que se cria passam a imperar.

A partir disso, podemos efetivamente mudar padrões de funcionamento em todas as áreas da vida. Após a terapia de reprocessamento cerebral, exercitar a fórmula "mágica" de repetição, foco e consciência no que se faz facilita a transição do estado de piloto automático para o novo estado de consciência. Podemos deixar de ser robôs de nós mesmos, resultados passivos de uma história de vida que nos molda e que nos moldou muitas vezes à nossa revelia. Ter ações deliberadamente conscientes e de acordo com os reais propósitos de alma está nas mãos das pessoas que tem coragem, ousadia e humildade se reverem. Por mais que almejemos mudanças na vida, elas sempre causam medo. Sair do lugar conhecido e ousar é para poucos, mas dentro de nós sempre temos a chave que abre todas as portas. Poder olhar a vida e a si mesmo por uma perspectiva diferente traz benefícios incalculáveis. Já que estamos todos atados nessa grandiosa aventura terrestre, por que não sair do lugar que entristece e restringe ousando se conhecer e abrindo espaço para viver de modo diferente e melhor do que o usual?

💎 Quanto mais despertos, melhor!

Silvia Malamud

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