Bisbilhotar a vida do outro é inveja?

Quem bisbilhota e se intromete na vida do outro pode dizer querer bem e ajudar o próximo. Muito poucos, porém, estão comprometidos com uma verdadeira relação de amor e compaixão para com seus semelhantes. Na verdade, o intuito subterrâneo é de se ter alguma notícia ou novidade para que a mesma seja julgada por critérios e valores contaminados pela inveja crônica.

E por que é tão difícil deixar de se ter inveja no pior sentido da palavra? Simplesmente porque o que é invejado no outro, via de regra, sempre é a expressão exata da não-realização dos próprios desejos mais profundos.

E a solução? Tomemos como resposta o desafio de conseguir olhar para as profundezas de si mesmo, de desarmar-se a ponto de poder entrar em contato com toda a realidade dos sentimentos ativados na hora em que se quer saber da vida do outro, sendo humilde e maduro o suficiente para se auto-enfrentar e, por fim, ter coragem para se assumir.

E qual seria a finalidade de tudo isso? Para que e por que parar de bisbilhotar a vida do outro? Para que o essencial da alma possa ser libertado de todas as limitações que o aprisionam impedindo a sua evolução. Bisbilhotar e invejar a vida do outro reduz a capacidade de ser criativo, pois a vida, para este tipo de indivíduo, acontece apenas pela janela, limita o ser humano a um sistema robótico que bloqueia tanto sua energia emocional como a vital. Bancar a si próprio e sair para o mundo pela porta da frente, de peito aberto e de cabeça erguida não é tarefa fácil para quem não está acostumado, mas ousar apenas ser não tem preço e liberta. Lembre-se: é você quem escolhe. Sempre.

💎 Quanto mais despertos, melhor!

Silvia Malamud

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